segunda-feira, 5 de maio de 2014

Doce e terrível Lâmina

Neste post usei para me desabafar e mostrar minha estupidez, pedindo para que nenhum de vocês faça o mesmo. Meu trabalho é de ajudá-los, mas às vezes até eu preciso chorar, até eu preciso de ajuda então, não estranhem se eu desabafar. Se acharem que isso é de mais para vocês, que isso só ira piorar sua situação.
                                                                                               NÃO LEIA

Eu prometi não fazer isso novamente, prometi não me cortar, prometi ser forte e lutar, mas não estou aguentando. A dor que carrego é imensa e não acho que consiga ajudar alguém, enquanto não consigo me ajudar.
Quando a lâmina deslizou pelo meu pulso e o sangue escorreu vagarosamente, senti aquele alivio, me senti leve. Aquela pequena dor física era a única coisa que me incomodava, não existiam mais problemas, mas quando ela passou e olhei para o corte tudo veio a tona novamente. Me senti fraca, inútil e sem valor. A culpa tomou conta de mim, o peso do meu pecado, o peso de uma promessa quebrada. 
A sensação momentânea pode ser boa, mas depois aquela cicatriz te assombra eternamente, trazendo toda a dor novamente. Quando comecei me achava forte e sentia orgulho de minhas marcas, sentia orgulho de me cortar, isso significava que eu não queria tirar minha vida e preferia pagar meus pecados sentindo a dor enquanto ainda estivesse na Terra. Agora sinto vergonha e vontade de chorar toda vez que olho para meu braço e como modo de punição, me corto novamente, crio um ciclo vicioso, com pequenas pausas de falsas promessas sobre parar.
Não desejo esse meu vício a ninguém, na verdade, não desejo esta dor para ninguém.  E você que está lendo, por favor, não pense em fazer o mesmo que eu, não pense que isso é melhor que tirar a própria vida, pois é tão ruim quanto, talvez até pior.

O pior pecado é recusar o maior presente que Deus nos deu, a vida. Tentar tira-la de nós mesmos é a mesma coisa que caçoar Dele, dizer que Ele fez a escolha errada de nos dar uma chance de viver, e se vivemos com amargura, mas com ego de mais para acabar com ela, talvez isso seja pior. É como receber um brinquedo quando criança e por não gostar dele, destruí-lo, isso é pior do que recusar, mas os dois são ruins e nunca devemos fazer nenhum dos dois.

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