NÃO LEIA
Eu prometi não fazer isso novamente, prometi não me
cortar, prometi ser forte e lutar, mas não estou aguentando. A dor que carrego
é imensa e não acho que consiga ajudar alguém, enquanto não consigo me ajudar.
Quando a lâmina deslizou pelo meu pulso e o sangue escorreu
vagarosamente, senti aquele alivio, me senti leve. Aquela pequena dor física
era a única coisa que me incomodava, não existiam mais problemas, mas quando
ela passou e olhei para o corte tudo veio a tona novamente. Me senti fraca,
inútil e sem valor. A culpa tomou conta de mim, o peso do meu pecado, o peso de
uma promessa quebrada.
A sensação momentânea pode ser boa, mas depois aquela
cicatriz te assombra eternamente, trazendo toda a dor novamente. Quando comecei
me achava forte e sentia orgulho de minhas marcas, sentia orgulho de me cortar,
isso significava que eu não queria tirar minha vida e preferia pagar meus
pecados sentindo a dor enquanto ainda estivesse na Terra. Agora sinto vergonha
e vontade de chorar toda vez que olho para meu braço e como modo de punição, me
corto novamente, crio um ciclo vicioso, com pequenas pausas de falsas promessas
sobre parar.
Não desejo esse meu vício a ninguém, na verdade, não desejo
esta dor para ninguém. E você que está
lendo, por favor, não pense em fazer o mesmo que eu, não pense que isso é
melhor que tirar a própria vida, pois é tão ruim quanto, talvez até pior.
O pior pecado é recusar o maior presente que Deus nos deu, a
vida. Tentar tira-la de nós mesmos é a mesma coisa que caçoar Dele, dizer que
Ele fez a escolha errada de nos dar uma chance de viver, e se vivemos com
amargura, mas com ego de mais para acabar com ela, talvez isso seja pior. É
como receber um brinquedo quando criança e por não gostar dele, destruí-lo,
isso é pior do que recusar, mas os dois são ruins e nunca devemos fazer nenhum
dos dois.
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