terça-feira, 1 de julho de 2014

Lilith the Vampire

Fiz uma creepypasta esses dias. Resolvi posta-la para vocês

Estava voltando para casa. Minha cabeça doia, não conseguia racíocinar direito, era uma explosão de pensamentos. Devo ter bebido muito naquela noite, pois não lembrava nem o caminho de casa e acabei em uma ruela escura e sem saída.
Sabia que se andasse mais um pouco, me perderia mais ainda. Preferi sentar, encostado nos grandes prédios e bebi mais um pouco da minha garrafa, jogando-a no chão quando acabou. Ela se quebrou e alguns estilhaços voaram até mim, cortando minha mão. Não me importava com isso, não ligava para a dor.
As árvores balançavam com o vento gelado, porém o frio não me incomodava. No meio das folhas, jurava ter visto algo se mexer. Pensava ser o efeito do álcool, pelo menos até ver uma sombra se aproximando de mim.
Apesar de seu estado estado, consegui reconhecer aquela garota. Em seu uniforme colegial rasgado, ela me fitava com uma expressão, no mínimo, demoniaca. Seu cabelo bagunçado ainda mantinha suas marias-chiquinhas que, com o vento, batiam em seus olhos negros que brilhavam com o ódio. Eu podia saber o motivo de tanto ódio, mas ainda assim não entendia. Como ela estava aqui?, disseram que ela estava morta.
-Surpreso em me ver? - Então quando ela sorriu, levantando a faca que a manteve viva por dois anos, eu percebi: a docil menina que eu conhecera se foi n o momento em que forá deixada naquela floresta.
Ela era a mais nova da equipe e era sua primeira vez no acampamento de verão do colégio. Cada equipe tinha sua iniciação, a nossa era deixar os novatos apenas com uma faca no meio do mato, nós observavamos de longe, caso acontecesse algo. Justo naquele dia, naquela noite, os lobos decidiram aparescer e pela primeira e única vez pensamos apenas em nós. Não lembramos de ninguém, apenas corremos, fugimos, sem nem ao menos tentar avisar nossas novatas. Das quatro que foram, apenas minha irmã voltou, morrendo assim que chegamos perto de algum adulto.
-Me desculpe Lilith, não deviamos ter abandonado vocês. Não conseguimos pensar naquela hora. - Supliquei à ela, temendo o que aconteceria. Era tarde de mais. - Me desculpe.
- Eu te desculpo, mas meu perdão não consegue traze-las de volta.
Aquele era meu fim. Morto por aquela garotinha que conseguiu roubar meu coração. Pela única coisa, a arma, que a manteve viva por tanto tempo. Por sua loucura, que mantinha seu coração ainda batendo.


Lilith pulou em direção do rapaz, dominada pelo ódio, sua sede por sangue era maior que tudo. Cravou a faca em seu pescoço, tirando-a logo depois e tacando-a longe, para poder usar suas próprias mãos. Com suas unhas, perfurou seus ombros e o mordeu, deixando, além das marcas (mais profundas que o normal), dois furos no lugar de seus câninos, como presas de vampiro.
Os anos que ela passou na floresta, ao lado dos lobos que, supostamente, mataram-na, serviram para lhe dar resistencia. Teve seus instintos apurados e seu corpo se adaptou as suas necessidades. Possuía força quase sobre humana, assim como sua velocidade e agilidade. Seus dentes se tornaram presas afiadas, capazes de arrancar pedaços ao morder alguém.
Ele tentou resistir por alguns minutos. Tentou revidar tateando o chão em busca dos cacos de vidros que a pouco cortaram sua mão. Tanto esforço em vão. Aos pouco, em baixo de seu corpo, se formava uma enorme possa de sangue. Com suas ultimas forças quis falar algo para a garota, mas ao abrir a boca, mais sangue saia. Era assim que sua vida acabava.
Pegando novamente sua faca, com o sangue de quem um dia forá seu amigo (talvez pudesse ter sido algo mais), ela deixou uma  mensagem para seus antigos "companheiros". Quando chegasse a hora deles, eles não poderiam reclamar que ela não avisara.
Pouco antes de voltar para as árvores de onde surgira, sussurou-mais para si do que para o morto:
-Eu confiei em ti Joseph, eu o amava. Desculpe por usa-lo como aviso, mas você não poderia sair impune.
Naquele momento, sua pouca sanidade e o pouco de lucides que ainda lhe restava, deixaram de existir. Sua vida se resumia apenas em uma coisa: VINGANÇA

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